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O Internacionalismo de Kim Il Sung

Atualizado: 24 de mai.




Tradução não oficial da primeira seção do capítulo 6 do terceiro volume da clássica biografia de Kim Il Sung, escrita por Baik Bong, autor coreano. A biografia foi editada em diversas línguas estrangeiras, tendo sido publicada em 1973 pela editora Dar Al-Talia, de Beirute, no Líbano. O texto que publicamos com exclusividade ilumina uma das mais importantes características da trajetória política de Kim Il Sung: seu internacionalismo militante.


Fiel à causa do comunismo, Kim Il Sung nunca perdeu de vista a dimensão internacional da luta revolucionária, destacando em diversas ocasiões que a luta do povo coreano e a revolução coreana eram etapas de uma luta maior, uma luta que mobiliza os povos de todos os países do mundo: a luta pela construção de um mundo comunista. Sempre atento às dinâmicas e tendências do desenvolvimento internacional, Kim Il Sung deu importantes instruções que podem servir de guia e material de estudo e reflexão para todos os movimentos progressistas, socialistas e comunistas que, ainda hoje, dão sequência à luta das massas populares pela conquista da independência nacional, de classe e humana.


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As atividades do camarada Kim Il Sung estão atraindo ampla atenção em todo o mundo. Seus inúmeros escritos, discursos, ensinamentos em sessões de orientação prática e discussões com convidados estrangeiros estão despertando interesse internacional. Visitantes estrangeiros que vão à Coreia consideram um grande prazer encontrar-se com o camarada Kim Il Sung. Os povos revolucionários do mundo e representantes de suas organizações e partidos revolucionários, chefes de Estado de países da Ásia, África e América Latina, incluindo estados recém-independentes e nações neutras, prestam calorosas homenagens a Kim Il Sung com grande estima. Isso porque ele é mais do que o grande líder dos 40 milhões de coreanos; ele é também um dos líderes destacados do Movimento Comunista Internacional e do movimento operário, e todas as suas atividades políticas têm repercussões poderosas em todo o mundo.


Mesmo enquanto pensava na Coreia, Kim Il Sung refletia sobre os problemas mundiais. Ele sempre ponderou sobre a revolução mundial, mesmo enquanto liderava a revolução coreana até sua grande vitória. Isso deriva de seu entendimento marxista-leninista de que a luta revolucionária da classe trabalhadora em cada país é essencialmente internacional e que, somente nessa direção, é possível alcançar a vitória final, tanto para a causa nacional quanto para a internacional.


Desde os primeiros dias de sua luta revolucionária, ele considerou seu principal dever, como verdadeiro comunista e revolucionário, não apenas levar a revolução coreana à conclusão, mas também apoiar ativamente a revolução mundial. Ele disse: "É dever de todos os comunistas do mundo permanecer infinitamente leais à revolução em seus respectivos países e, ao mesmo tempo, lutar pela vitória final da revolução mundial." Sua vida e obra são um exemplo vivo de lealdade inabalável a esses deveres internacionalistas proletários em todas as suas atividades revolucionárias. Ele continuou a liderar a revolução coreana até a vitória e, como verdadeiro comunista e líder de um estado proletário vitorioso, sempre vinculou a revolução coreana à revolução mundial, fazendo tudo ao seu alcance para desenvolver o movimento comunista internacional e o movimento operário.


Desde os anos 1930, Kim Il Sung fez da revolução coreana um elo na cadeia para promover a revolução mundial, desenvolvendo a luta de libertação nacional anti-japonesa do povo coreano em sua forma mais aguçada: a luta armada anti-japonesa. O objetivo agressivo dos imperialistas japoneses em sua ocupação da Coreia não era apenas governar a Coreia como uma colônia e saqueá-la, mas também usar a Coreia como cabeça de ponte para atacar o continente asiático e a União Soviética. Kim Il Sung vinculou com sucesso a tarefa nacional de independência e libertação da Coreia ao dever internacionalista de conter o avanço dos agressores imperialistas japoneses, uma das principais forças do fascismo mundial. Ele conduziu a grande luta armada anti-japonesa contra essas forças agressoras e, assim, assistiu à revolução mundial. Usando os slogans internacionalistas proletários "Defendamos a União Soviética com armas!" e "Unamo-nos, povos coreano e chinês, para derrubar o inimigo comum, o imperialismo japonês!", ele defendeu e apoiou as lutas revolucionárias dos povos da União Soviética e da China com força armada. Nesse curso, ele estabeleceu um exemplo primordial de internacionalismo proletário completo.


O completo pensamento internacionalista proletário de Kim Il Sung e suas conquistas durante a luta armada anti-japonesa formam uma parte importante das brilhantes tradições revolucionárias herdadas pelo Partido do Trabalho da Coreia e pelo povo após a libertação. Com a conquista da libertação, Kim Il Sung continuou a defender os princípios revolucionários do internacionalismo proletário, em conformidade com as novas condições históricas, e apoiou ativamente a revolução mundial, relacionando estreitamente todas as tarefas nacionais à tarefa internacional. Ele manteve firmemente a posição de que o sucesso da revolução coreana e da construção do socialismo pelos próprios comunistas e povo coreanos era uma contribuição positiva para a causa revolucionária mundial. Ele disse: "Aqueles que nasceram na Coreia têm o dever de realizar a revolução e construir o socialismo e o comunismo na Coreia. A revolução coreana é um dever internacionalista atribuído aos coreanos. Portanto, se o povo coreano levar a revolução coreana adiante com crédito, estará cumprindo fielmente seu dever internacionalista." Esta posição Juche e revolucionária de Kim Il Sung é o verdadeiro internacionalismo proletário e não tem nada em comum com o egoísmo nacional, que pensa apenas nos interesses nacionais e desconsidera completamente o desenvolvimento da luta internacional.


Seu ponto de partida é o conceito de que a vitória final da revolução mundial só pode ser alcançada pela vitória do socialismo e do comunismo em cada país, considerando que o mundo está dividido em vários estados-nação. Ele deixou muito claro como o sucesso da revolução e da construção em um país contribui para o movimento revolucionário internacional. Ele ensinou: primeiro, cada vitória fortalece a frente socialista e o movimento comunista internacional, fortalecendo e desenvolvendo ambos como um todo; segundo, permite que partidos e povos fraternos direcionem mais energias para o desenvolvimento da revolução em seus próprios países e em outros lugares, aliviando-os de qualquer ônus em relação ao país bem-sucedido; e, terceiro, torna possível que o partido e o povo do país em questão dêem mais apoio ativo à luta revolucionária dos partidos e povos fraternos, graças à firme fundação material construída no país.


Vendo sua tarefa dessa maneira, Kim Il Sung guiou vitoriosamente a revolução socialista e a construção socialista na Coreia, fazendo uma grande contribuição para a revolução mundial. Durante todo o curso da revolução e da construção, ele manteve sua posição Juche e o princípio revolucionário da autossuficiência. Ele sustentou que isso evitaria impor um pesado fardo aos partidos e povos fraternos, fortalecendo e desenvolvendo o campo socialista e o movimento comunista internacional a longo prazo. Ele ensinou ao Partido e ao povo que era seu dever fazer mais pelo mundo, pois a luta mundial ainda precisava ser vencida.


Mais de 20 anos se passaram desde a libertação da Coreia, um período muito difícil. O povo coreano teve que suportar uma guerra árdua sem precedentes e dois períodos de reconstrução. Mas isso não impediu Kim Il Sung de rapidamente construir a Coreia como uma potência socialista, independente na política, autossuficiente na economia e autodefensiva na defesa nacional, usando a força independente do povo coreano. Com base nesses princípios, a Coreia foi convertida em uma poderosa fortaleza, capaz de salvaguardar o posto avançado oriental da revolução mundial, uma base confiável com uma sólida fundação de apoio material.


Durante os três anos da Guerra de Libertação da Pátria, na qual os agressores imperialistas dos EUA foram derrotados, Kim Il Sung manteve a bandeira do internacionalismo proletário e da luta anti-imperialista e anti-EUA. Ao defender a liberdade e a independência da pátria, permaneceu leal ao dever internacionalista de proteger tanto o campo socialista quanto a paz mundial. Desde o início da guerra, ele declarou que a luta do povo coreano contra a invasão armada dos imperialistas dos EUA era uma justa guerra de libertação pela liberdade e independência da pátria, uma luta para derrotar os planos dos imperialistas dos EUA para uma nova guerra mundial, e uma luta em defesa da paz e segurança mundial, salvaguardando o posto avançado oriental do campo socialista. Ele dedicou todas as suas energias para alcançar esses objetivos.


Guiando o Partido do Trabalho da Coreia e o povo, ele derrotou os agressores imperialistas dos EUA, salvaguardando a liberdade e independência da pátria e dando um golpe decisivo nos imperialistas dos EUA, que se tornaram o inimigo mais feroz do movimento revolucionário mundial. Esta vitória empurrou ainda mais os EUA para o caminho do declínio.


A vitória de Kim Il Sung e do povo coreano fez uma contribuição inestimável para o movimento revolucionário internacional, sendo muito maior e mais sublime do que a assistência comum entre países fraternos. Pagando um preço com suas próprias vidas e sangue, o povo coreano, sob o comando de Kim Il Sung, protegeu a segurança e os ganhos revolucionários dos povos de todos os países fraternos e repeliu o inimigo bárbaro.


A vitória de Kim Il Sung na guerra contra os agressores imperialistas dos EUA confirmou a fé dos povos oprimidos do mundo, fortalecendo a convicção de que é possível enfrentar e esmagar os agressores, incluindo os imperialistas dos EUA. Aqueles que se levantam em armas pela liberdade e independência de sua pátria são sempre vitoriosos. Isso renovou a determinação de luta nos corações desses povos. Inspirados pela vitória coreana, os povos revolucionários do mundo se lançaram mais ferozmente na luta anti-imperialista e anti-EUA, obtendo vitórias notáveis.


Mas Kim Il Sung não concluiu que ele e os comunistas coreanos haviam cumprido todo o seu dever internacionalista. Ele acreditava que, além de realizar com sucesso a revolução coreana, eles deviam ajudar diretamente a revolução mundial e lutar energicamente pela sua vitória final. Ele disse: "Devemos esmagar os imperialistas e seus lacaios, latifundiários e capitalistas na Coreia e completar a revolução socialista em todo o país. E, por dever, devemos lutar pela vitória final da revolução mundial como uma unidade do movimento comunista internacional."


Ele se opôs resolutamente aos oportunistas que, satisfeitos com as conquistas em seus próprios países, esqueciam a revolução mundial e se abstinham da causa do internacionalismo proletário. Continuou a defender a bandeira revolucionária do internacionalismo proletário, dando assistência moral e material ativa aos povos revolucionários do mundo em sua luta.


Kim Il Sung nunca deixou de dar grande importância ao papel dos países socialistas como base para a revolução mundial. Ele enfatizou que os países socialistas devem inspirar constantemente a luta revolucionária dos povos do mundo através de seu exemplo na construção socialista; unir todas as forças opostas ao imperialismo e ajudar material e moralmente em todas as lutas contra o imperialismo; e não fazer concessões aos planos imperialistas contrários aos direitos e necessidades dos povos, frustrando todas as intrigas imperialistas. Ele afirmou que, somente mantendo essa posição revolucionária, o campo socialista pode cumprir seu papel como base para a revolução mundial. Sua posição é baseada em uma atitude internacionalista proletária inabalável, apoiando positivamente a revolução mundial e fazendo tudo ao seu alcance para ajudá-la.


Enquanto lutava resolutamente pela unidade do campo socialista e pela coesão do movimento comunista internacional, Kim Il Sung desenvolveu relações de amizade e cooperação com os países recém-independentes da Ásia, África e América Latina. Ele buscou vigorosamente ajudar na luta de libertação nacional anti-imperialista dos povos dessas regiões e no movimento revolucionário global, opondo-se à política de agressão e guerra dos imperialistas, especialmente dos EUA, e defendendo a paz mundial e promovendo o progresso humano.


O exemplo mais brilhante dessa luta é seu constante e resoluto apoio à luta revolucionária dos povos do mundo contra a política de agressão e guerra dos imperialistas dos EUA. Ele observou cuidadosamente as manobras dos imperialistas liderados pelos EUA e deu seu apoio incondicional aos povos de todos os países sujeitos à sua agressão. Kim Il Sung apoiou fortemente a luta do povo da República Árabe Unida contra a invasão dos imperialistas britânicos e franceses no Canal de Suez em 1956 e a luta do povo cubano contra as provocações imperialistas dos EUA durante a Crise dos Mísseis de 1962, dando grande encorajamento aos povos desses países como um exemplo vivo de internacionalismo proletário.


Outro exemplo é a assistência positiva dada ao povo vietnamita durante a justa guerra de resistência contra os agressores imperialistas dos EUA. Kim Il Sung não considerava a agressão criminosa dos imperialistas dos EUA contra o Vietnã e a resistência heróica do povo vietnamita como questões de preocupação apenas para o Partido dos Trabalhadores do Vietnã e o povo vietnamita. Ele via a agressão imperialista dos EUA contra o Vietnã como um ataque contra todos os países socialistas e um crime hediondo contra todos os povos amantes da paz do mundo. Kim Il Sung sustentava que a guerra do Vietnã deveria ser conduzida por todas as forças revolucionárias do mundo, começando pelo campo socialista.


Com esse ponto de vista, ele abordou a questão da assistência ao povo vietnamita, profundamente inspirado pelo nobre conceito de camaradagem dos comunistas como irmãos de classe, e colocou esse plano em prática. Ele fez tudo o que pôde, não poupando esforços, para ajudar o povo vietnamita. A ajuda do povo coreano ao povo vietnamita foi um fator importante para enfraquecer as forças dos agressores imperialistas dos EUA, que estavam firmemente entrincheiradas no sul da Coreia. A produção foi organizada de maneira a destinar uma parte ao povo vietnamita, fornecendo grandes quantidades de bens de ajuda, incluindo armas, outros materiais, ferro, cimento e fertilizantes.


Vale ressaltar que Kim Il Sung propôs o envio de voluntários internacionais para o Vietnã e foi o primeiro a anunciar a prontidão de enviar tropas voluntárias coreanas para ajudar na luta, caso o governo e o povo vietnamita solicitassem.


E isso não é tudo. Kim Il Sung foi generoso ao fornecer apoio material e moral aos povos dos países da Ásia, África e América Latina que se levantaram na luta de libertação nacional anti-imperialista. Essa ajuda foi inteiramente inspirada pelo desejo de ajudar esses países a consolidar sua independência e prosperidade. Para a Coreia, não foi uma tarefa fácil fornecer grandes quantidades de ajuda a países estrangeiros. A Coreia sofre com a divisão antinatural do país, e o povo coreano enfrenta diretamente os imperialistas dos EUA, o principal inimigo dos povos do mundo, que constantemente provocam e ameaçam com agressão, com centenas de milhares de tropas armadas na metade sul da Coreia. A ajuda externa é um fardo pesado, pois o povo coreano está envolvido em uma rápida construção econômica e, ao mesmo tempo, deve aumentar seu poder de defesa nacional. Mas, desafiando todas essas dificuldades, Kim Il Sung deu assistência altruísta a países estrangeiros. Assim, todos os bens de ajuda carregam uma sinceridade devotada, cultivada entre os próprios parentes, misturada com amor ardente. Kim Il Sung é um camarada que luta na linha de frente ou em uma trincheira, compartilhando o doce e o amargo com a classe trabalhadora do mundo enquanto confrontam as forças do capital internacional, e ele considera a luta revolucionária dos povos do mundo como sua própria luta.


Visto de outro ângulo, essa ajuda é prova do significado internacional da poderosa economia nacional independente construída pela Coreia. Se Kim Il Sung não tivesse construído, junto com o povo, uma poderosa economia nacional autossuficiente, teria sido absolutamente impossível fornecer ajuda externa na situação particularmente tensa em que a Coreia se encontrava. Algumas pessoas falavam bobagens sobre "autarquia", mas Kim Il Sung liderou o povo na dura batalha contra grandes dificuldades, construindo com sucesso uma poderosa economia nacional autossuficiente, o que garantiu o sucesso da revolução coreana e proporcionou assistência maciça à revolução mundial. A assistência dada aos povos revolucionários do mundo é inestimável e sua eficácia é tão grande porque Kim Il Sung sustentava e defendia a bandeira revolucionária do marxismo-leninismo, a bandeira do internacionalismo proletário e a bandeira da luta anti-imperialista e anti-EUA.


Devido à nobre posição internacionalista e ao exemplo vivo de Kim Il Sung, ele se tornou objeto de profunda gratidão dos povos de muitos países. O líder de uma delegação econômica governamental da República Democrática do Vietnã que visitou a Coreia fez a seguinte declaração: "Todo o povo coreano, sob a orientação do Partido do Trabalho da Coreia e de seu respeitado Premier Kim Il Sung, está determinado a apoiar e ajudar completamente com todas as suas forças o nosso povo vietnamita na luta contra os imperialistas dos EUA, até a conquista da vitória completa, onde quer que vivam e trabalhem. Esta é uma preciosa e bela expressão da solidariedade militante e do espírito elevado de internacionalismo proletário entre irmãos em circunstâncias semelhantes, entre camaradas íntimos que compartilham aspirações comuns e lutam juntos nas trincheiras contra o inimigo comum, o imperialismo dos EUA." Fidel Castro, Primeiro Secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba e Primeiro-Ministro do Governo da República de Cuba, disse: "A influência da revolução coreana sobre os povos da América Latina e de outras regiões é incalculável." Esta declaração foi feita em referência ao apoio militante e à solidariedade que Kim Il Sung e o povo coreano deram ao povo cubano em abril de 1962, quando os imperialistas dos EUA lançaram sua invasão armada contra Cuba.


Falando sobre o apoio positivo dado por Kim Il Sung ao povo da República Árabe Unida em sua luta contra a invasão armada imperialista franco-britânica, o presidente Nasser comentou: "Nunca esqueceremos este apoio." Como esses fatos mostram, a assistência positiva de Kim Il Sung à revolução mundial tornou-se uma fonte de profunda inspiração para os povos revolucionários do mundo em sua luta contra o imperialismo e o colonialismo, e pela liberdade e independência. Sua atuação é uma grande força que carrega o nobre ideal da humanidade para a construção do socialismo e do comunismo, pela derrubada do imperialismo, a coisa mais amaldiçoada do mundo, levando a uma conclusão brilhante pelo caminho mais seguro e mais curto.

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